sábado, 17 de maio de 2014

Vamos falar sobre sexo


  Esse assunto não é polêmico em meio aos amigos, mas joga-lo assim aqui no blog causará impacto em algumas leitores e com toda certeza os "patrulhas" irão aparecer para criticar o post. Porém não posso ser hipócrita e não falar nesse assunto que é tão pensado pelo jovens.

  Segundo o livro Desenvolvimento Humano de Diane Papalia e Ruth Feldman. 42,5% de jovens entre 15 e 19 anos que nunca casaram já tiveram relações sexuais e 77% dos jovens nos Estados Unidos já tiveram relações sexuais aos 20 anos. Em médias as meninas tem a primeira relação aos 17 e os meninos aos 16 anos. Em 2007, 48% de meninos do último ano do ensino médio e 57% das meninas daquela faixa etária disseram ser sexualmente ativos.

  Isso é muita coisa não é? Com certeza devem ter algumas mães lendo esse post e dizendo a si mesma que seu "bebezinho" não se encontra nessa porcentagem, olha querida mãe, pode ser que não...mas a grande maioria está.

  Mas porque algo que até pouco tempo deveria acontecer somente após o casamento se tornou algo comum?

  Ainda de acordo com o livro Desenvolvimento Humano o que pode ter influência para os adolescentes iniciarem sua vida sexual tão precocemente são a entrada precoce na puberdade, o mau desempenho escolar, a falta de objetivos acadêmicos e de carreira, um histórico de violência sexual, negligência dos pais e padrões culturais e familiares de experiência sexual precoce. Ainda também de acordo com o livro, estudos demonstram que a ausência paterna, principalmente no inicio da vida é um fator forte.

  Pais que tem bom relacionamento com os filhos, conhecem seus amigos e conversam sobre sexo com eles são fatores que atrasam o inicio da vida sexual dos jovens.

  Para os "patrulhas" de plantão que devem estar querendo me apedrejar por estar falando sobre isso no blog digo diretamente a vocês: não sejam hipócritas, o que falo aqui nesse texto não é baseado em "achismo" mas sim em estudos realizados a longo de anos, então antes de criticar se embase também em dados.

  Nada melhor do que ajudar os jovens nessa fase tão confusa da vida, que além desse conflito de identidade e novos sentimentos ainda há uma explosão de hormônios, fazendo com que o adolescente fique em guerra consigo mesmo, acredito que amarrar, ameaçar e assusta-los não vai adiantar nada, mas sim passar informações.

  Aquela velha história de que vocês (jovens) já estão cansados de ouvir, use camisinha para se prevenir de gravidez e doenças, tome um anticoncepcional e blablá. Essas coisas já se tornaram clichê, mas são verdade! Não posso dizer o que você deva fazer ou não, isso é a sua vida, é uma escolha sua, mas se optar por fazer então se previna.

  Está certo que a maioria das mulheres que se tornam mães novas agradecem a Deus, postam fotos muito lindas, como se tudo fosse um mar de flores, mas pense só como sua vida se tornará muito mais difícil caso isso aconteça no momento errado? E a faculdade? Será que o boy vai aguentar a responsabilidade e te ver inchada e "pesadona"? Será que você vai aguentar o boy e sua falta de responsabilidade e ele não se comportar como um daqueles personagens de filme romântico? E o bebê? Você está pronto para cuidar de um bebê frágil e molengo que chora e defeca o tempo todo enquanto você poderia estar no salão de beleza se arrumando para sair com as amigas para uma noite que seria perfeita?

  A gravidez pode ser tudo de bom, no momento certo, fora dele tem grandes chances de acabar com seus planos e mudar sua vida.

  E as doenças? Eu, Danielle odeio ficar perto de gente doente, mesmo que seja só uma gripe, morro de medo de ficar doente também, imagina pegar uma doença que a sua vagina fica parecendo uma pedra ou cheia de pus? Imagine então ter Aids! Tudo bem que hoje já tem muitos remédios e as pessoas infectadas vivem como pessoas comuns, mas gente, quem no mundo gostaria de ter Aids?

  As escolas já tem feito sua parte dando aulas de orientação e nos postos de saúdes sempre tem reuniões do tipo, mas o que tem que mudar é o nosso pensamento sobre essa questão, dentro de casa e na igreja! Não podemos amarrar os jovens ou querer amedronta-los dizendo que se fizerem demônios vão possui-los ou seja lá o que for, isso pode até acontecer, não critico a fé de ninguém mas só isso não é o suficiente. Sabe o que acontece quando vocês só amedrontam os jovens sobre isso? Os que querem fazer, fazem escondidos e pronto, e infelizmente a maioria não pode contar com alguém para aconselha-lo a respeito por medo de rejeição ou vergonha, e ai as pessoas só ficam sabendo do que estava acontecendo quando a menina aparece com uma barriga saliente.

  Todos conhecem alguém que por medo de contar aos pais ou pedir conselhos a alguém que conhece engravidou, eu conheço várias pessoas. Se você ama de verdade os jovens, seu filho, seu sobrinho ou irmão, vai ter paciência, sensibilidade e amor para conversar com ele sobre sexo invés de tornar esse um tabu, um assunto proibido.

  Precisamos de mais amor e tolerância, e menos hipocrisia, todo mundo um dia já pensou em sexo, como diz a minha mãe "é algo natural da vida, faz parte, não precisa se envergonhar, mas tem que saber de umas coisas...", e foi com essas palavras que ela começou a conversar comigo sobre o assunto, e apesar de ter me sentido muito envergonhada no inicio dessa conversa isso estreitou o relacionamento com a minha mãe em ver que ela não estava me criticando ou querendo me assustar, mas me orientando porque ela me ama. Talvez se essa conversa não tivesse acontecido eu poderia estar no índice de jovens mães.

  Você jovem, que está lendo esse texto e infelizmente não tem pais tão legais quanto os meus que falam sobre esse assunto sem tabus, não posso dizer que seus pais vão mudar, mas você pode mudar a situação de um outro alguém que esteja passando por essa fase, assim como estou tendo fazer com esse post. Faça diferente!

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